EXIGE-SE A INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA EMPRESA FERNANDO COUTO CORTIÇAS,  S. A.

O Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte saúda a trabalhadora Cristina Neves Tavares, pela sua coragem e resistência face ao terrorismo psicológico a que está a ser sujeita pela empresa Fernando Couto, Cortiças, SA e expressa o seu reconhecimento pela solidariedade manifestada hoje por ativistas sindicais do sector corticeiro e de outros sectores de atividade.

É inadmissível que passados 4 meses, a ACT apesar de ter levantado autos, ainda não tenha aplicado as respetivas coimas e a empresa continue a desrespeitar a sentença do Tribunal da Relação do Porto. Nesse sentido exige-se que a ACT sancione, de forma exemplar, a empresa.

Para além disso e considerando o desrespeito da entidade patronal perante a sentença judicial, o Sindicato e a CGTP-IN vão apresentar uma queixa no Ministério Público.

Relativamente às declarações públicas de hoje por parte de um representante da empresa, é lamentável que esta continue a recorrer à mentira para justificar o que é injustificável. Desde logo porque o posto de trabalho da trabalhadora não foi extinto, dado que continua a ser ocupado rotativamente por colegas suas. Depois porque é no mínimo estranho que uma empresa que devia rentabilizar os seus meios humanos para produzir, castigue e humilhe uma trabalhadora com tarefas improdutivas, ou seja, montar e desmontar a mesma palete com as mesmas rolhas durante 9 horas por dia.

Esta é uma situação a que urge pôr termo considerando o assédio e a tortura psicológica a que esta trabalhadora está a ser sujeita e que põe em causa direitos fundamentais e o bem-estar da própria da sua família. 

Os direitos, liberdades e garantias não podem ficar à porta das empresas e a sua efetivação é indissociável da valorização dos trabalhadores e da sua intervenção na sociedade.

O Sindicato dos Operários Corticeiros continuará a desenvolver todas as ações e lutas necessárias até que seja posto cobro a este atentado ao direito ao trabalho.

Pel'A Direcção