Camaradas,

 

O esforço, a união e a luta árdua dos trabalhadores está finalmente a dar os seus frutos e com isso a fazer com que muitas coisas na nossa conjuntura atual político/económica esteja a mudar, o aumento do salário mínimo é um excelente exemplo disso mesmo, ou seja, foi um aumento que permitiu estar muito próximo do valor que já estava acordado há muito em concertação social, pese embora, que os retroativos de todo esse tempo ficaram nas contas dos empregadores.
Isto prova o que já vínhamos a alertar há bastante tempo, que, de alguma forma reconhecemos que se possa ter atravessado alguma resseção económica (a chamada "crise"), temos a certeza que essa "crise" (com a dimensão que nos fizeram crer), foi criada sob forma de argumento para poder justificar os fracos aumentos salariais e o aumento brutal da precariedade no mundo do trabalho entre muitas outras coisas.
Ora, o setor da cortiça tem tido nos últimos tempos acumulação de muita riqueza, não só pelo aumento das suas vendas, tendo atingido no ano 2016 o recorde de exportações, o maior de sempre, mas também pela grande desigualdade na distribuição dessa mesma riqueza, sendo que o peso dos salários numa empresa representa menos de 25% dos lucros.

 

Desta forma, é imperioso reclamar aumentos salariais justos e realistas, para isso e depois de analisarmos as diversas variáveis do setor, chegamos á seguinte proposta para as negociações do CCT, em aumentos salariais e restantes matérias pecuniárias:
- Acréscimo de 0,5% no salário em trabalho noturno (25,5%), bem como no trabalho por turnos (50,5%);
- Um aumento de 3 dias de férias, (de 22 dias para 25 dias de férias);
- Aumento de 0,27€ por dia no subsídio de refeição;
- Aumento salarial de 37,30€ mensais, ou seja, 1,24€ diários;
- Um valor para diuturnidades em função da antiguidade.

 

JUNTOS LUTAREMOS, JUNTOS VENCEREMOS

Pel' A Direção