Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra em 10 de Novembro de 1913. Em 2013 perfazem-se 100 anos sobre o seu nascimento.

As comemorações deste importante Centenário decorrem sob o Lema: Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro.

Álvaro Cunhal, filiou-se no Partido Comunista Português em 1931, com 17 anos de idade e iniciou a sua actividade revolucionária quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa.

Foi preso, em 1937, 1940, e de novo em 1949. Passou toda a década de 50 nas prisões fascistas permanecendo preso 11 anos seguidos, dos quais 8 em completo isolamento. Transferido da Penitenciária de Lisboa para a prisão-fortaleza de Peniche, evadiu-se em 3 de Janeiro de 1960 com um grupo de outros destacados militantes comunistas.

O período desde o início dos anos 60 até à Revolução de Abril de 1974 revelou-se extraordinariamente intenso. Integrou novamente o Secretariado do Comité Central e foi eleito Secretário-geral do PCP em Março de 1961.

Após o derrubamento da ditadura fascista em 25 de Abril de 1974, pela primeira vez depois de quase quarenta anos de luta na clandestinidade ou na prisão, pôde desenvolver a acção política nas condições de liberdade porque tanto lutou e a Revolução proporcionou.

Foi Ministro sem Pasta nos primeiros quatro Governos Provisórios, eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975, à Assembleia da República nas eleições realizadas entre 1975 e 1987 e membro do Conselho de Estado de 1982 a 1992.

No XIV Congresso do PCP, em 1992, no quadro de renovação e nova estrutura de direcção deixou de ser Secretário-geral e foi eleito, pelo Comité Central, Presidente do Conselho Nacional do PCP, Conselho que tendo sido extinto no XV Congresso do PCP, manteve-se membro do Comité Central.

Álvaro Cunhal morreu em 13 de Junho de 2005 e o seu funeral no dia 15 de Junho com a participação de centenas de milhares de pessoas, uma extraordinária homenagem dos comunistas, dos democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo a quem Álvaro Cunhal dedicou a sua vida, constituiu uma manifestação que foi em si mesma uma afirmação de determinação, empenho e confiança na continuação da luta pela causa que abraçou.

O legado de Álvaro Cunhal, o seu exemplo, o seu pensamento, o seu trabalho, o seu contributo a luta revolucionária sendo património do seu Partido, é igualmente património político e cultural dos trabalhadores e do povo português, é património da causa internacional da luta de emancipação dos trabalhadores e dos povos.

O inestimável contributo que como político revolucionário, deu ao nosso país, e a opção de vida na luta pela causa da libertação e emancipação dos trabalhadores, "impõe" com naturalidade, que os trabalhadores e o seu movimento sindical de classe se associem às comemorações do Centenário do seu nascimento, divulgando, estudando e discutindo a sua obra e acção, e o seu impacto na organização e luta do movimento operário e sindical.

É isso que a União dos Sindicatos de Aveiro, vai procurar fazer através de algumas iniciativas públicas, e com a publicação periódica na nossa página de alguns textos sobre a vida e obra de Álvaro Cunhal, particularmente dedicados ao seu contributo para a organização e a luta dos trabalhadores, inclusivamente no Distrito.